2009/08/18

PROFESSORES SEM AVALIAÇÃO, JÁ!

Este é o país salazarento que instituiu o regime corporativo,
este é o país das corporações medievais, atrás das quais
sobrevivem alguns incompetentes profissionais quer seja na
área do ensino, da medicina, da advocacia ou da função pública.
As corporações eram controladas pelo regime, e a contestação
ao governo não era permitida, pelo que todos as associações,
sindicatos ou ordens limitavam-se a viver sem refilar. Foi um
caldo cultural que teve consequências nefastas, já que a maioria
do funcionalismo público ainda hoje se comporta como se
estivesse num regime de "condicionalismo industrial", onde cada
um está protegido por uma espécie de alvará, evitando, assim, a
concorrência. O funcionário do Estado, no pós-25 de Abril,
passou a receber aumentos de salário sem ser avaliado;
recebiam todos por igual, trabalhassem uns mais do que outros,
estivessem alguns ausentes ou com baixa largos dias do ano.
Era uma rebaldaria. Quando, por fim, o governo de José Sócrates
legisla no sentido de reformar e moralizar o desempenho dos
funcionários do Estado, eis que as Corporações (sindicatos e
ordens) se recusam a aceitar a avaliação ao seu desempenho,
para evitar, assim, a reforma da Administração Pública. Neste
momento, a poucos mais de um mês das legislativas, diversos
lóbies estão em campanha contra o PS ("Não votes neles!
Cuidado!") na esperança de que o vencedor em 27 de Setembro
seja o PSD dirigido por Manuela Ferreira Leite, a Velha Senhora
que prometeu "rasgar", "anular", "cancelar" "acabar" com as
reformas de José Sócrates... Trata-se de uma campanha suja,
que prejudica o futuro do país e lesa o Estado, pois somos todos
nós que pagamos aos funcionários públicos, designadamente aos
professores confederados no Movimento Mobilização e Unidade...
Não haverá aqui a benção dos professores-quadros do PSD.
A logística do movimento pode estar em marcha com o apoio da
actual direcção do partido da Velha Senhora.

A águia captura peixe com as suas garras, mas a gaivota espera roubar-lhe a presa.

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