2009/09/09

DESAIRE DE LOUÇÃ

O debate de ontem na SIC entre Sócrates e Louçã foi interessante,
e dele saiu vencedor o primeiro-ministro. Sócrates mostrou, mais uma
vez, dominar todos os dossiês da governação e desorientou Louçã com
o programa do BE, onde está definido "rasgar" os benefícios fiscais dos
PPR, bem como as despesas de educação e de saúde. Louçã afirma-se
como o campeão na luta contra as desigualdades, mas ao "rasgar"
aqueles benefícios dando outros, iria discriminar muito gente.
Despesas com a saúde, a educação e poupança abrange quase todos
os portugueses. Já o sistema escolhido por Louçã iria gerar muitas
discriminações. Quanto às nacionalizações, trata-se de demagogia e
populismo avulsos. Esta gente "não sabe do país em que vive", pensam
que ainda estamos no PREC, esquecem-se que Portugal é membro da
UE, tem legislação comunitário a regular o mercado, e não admite se
quer uma simples golden share. O mercado é livre, qualquer país da
UE pode comprar aqui, assim como Portugal pode comprar lá fora...
Nesta sequência, faz sentido o governo ter optado pela extensão do
contrato com a Liscont (Mota-Engil) referente aos contentores de
Alcântara pois, a haver concurso, a Acciona espanhola teria ganho
o mesmo e Portugal deixava de ter margem de manobra numa área
de negócio tão sensível como é a gestão dos portos marítimos. Já não
se lembram do grito "aqui del-rei que os espanhois estão a tomar
conta disto", como fizeram há dias com a TVI. Sócrates fez bem em
lembrar a Francisco Louçã que a economia portuguesa está integrada
no espaço europeu... A oposição parece não conhecer este país.
Outro dislate de Louçã (de toda a esquerda radical) são os ataques ao
empresário Amorim, por deter uma fatia da Petrogal, que antes era
pertença da italiana ENI. Falam sempre dos lucros chorudos, das
mais-valias da Petrogal, mas não sabem que a Galp Energia tem hoje
activos que ainda há dois anos não possuia. A Petrogal importava
petróleo, refinava-o e vendia-o ao mercado. Pouco mais. Com entrada
de Ferreira de Oliveira, gestor tirocinado na PDVSA da Venezuela,
a Galp Energia alargou o negócio de pesquisa e exploração em Angola,
Brasil, Timor e Venezuela. Hoje a Galp tem reservas para abastecer
o país durante pelo menos 15 anos. São activos valiosos, mas poucos
"patriotas" pensam nisto -- nem querem saber como se enriquece!

As reservas de petróleo da Galp Energia valorizam a empresa e o país.

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