2009/09/25

A VELHA SENHORA PASSOU-SE...

A campanha eleitoral encenada pela Velha Senhora está a chegar
ao fim. É confrangedor assistir a tanta lamúria, ao deserto de ideias, à
incoerência de pensamento, à falta de carisma e de energia revelados
pela candidata. Ainda bem que chegamos ao fim da campanha, pois
Ferreira Leite começava a entrar em paranóia. Os discursos que hoje
fez são prova de que a Velha Senhora perdeu o sentido da realidade.
Ferreira Leite imagina viver num regime ditatorial, onde as pessoas
têm medo de falar. O ambiente social do país onde vive é de tal modo
repressor, que até as pessoas têm medo de confessar às equipas de
sondagens em quem pensam votar... Não acredita nas sondagens que
a colocam a oito pontos de José Sócrates. No país da Velha Senhora
existe um primeiro ministro que a todos cala, até no Parlamento...
Tapa a boca aos deputados eleitos... Eles vão ver quando chegarem a
S. Bento, vão sentir "uma asfixia democrática" à moda de King il Jung.

Se não fosse paranóico, o discurso da Velha Senhora podia lembrar
o tempo em que os comunas comiam criancinhas, mas já lá vão mais
de 35 anos. Já ninguém se deixa atemorizar. O país da Velha Senhora
ficou para trás, hoje Portugal é membro da União Europeia, pertence
ao grupo de países fundadores do Euro, a Comissão Europeia é dirigida
por um português, conseguimos o Tratado de Lisboa, temos estudantes
no Erasmus a estudar em diversos países europeus, temos empresas
industriais e de retalho espalhadas pela União Europeia, participamos
em alguns projectos europeus, como o CERN em Genebra, o sistema
de satélites Galileu, a Airbus, etc. Portugal é um país diferente do país
em que a Velha Senhora vive. Como podiamos nós, grande parte de
nós, ter como primeira-ministra, uma Velha Senhora do antigamente?

Domingo, vou votar PS, vou votar José Sócrates, um líder político
que tem uma ideia forte para desenvolver e modernizar Portugal. Um
primeiro-ministro que "abanou a modorra" das corporações do país,
criou inimigos, é verdade, mas para reformar, inovar, desenvolver,
é preciso coragem, nada de paninhos quentes. O país precisa de um
primeiro-ministro com a craveira de um Marques de Pombal, de um
Fontes Pereira de Melo, de Duarte Pacheco. Para atraso de vida já
nos bastou o Botas de Santa Comba, poupadinho, mesquinho, rural
e paroquiano. O país estava indo pelo bom caminho, até ao tsunami
do subprime que arrasou as finanças e a economia mundial. Agora é
tempo de recomeçar de novo, com coragem e abertura de espírito
para perceber o rumo que mais interessa ao país. Eu voto Sócrates.

Gala do Ballet de S. Francisco na cidade de Shangai, China, onde apresentou
o bailado Lago dos Cisnes. A estética e a beleza do conjunto são harmoniosas.

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